Prévias NFL 2018 – AFC Leste

Continuamos a série de prévias com a divisão mais previsível da NFL. Jets, Dolphins e Bills lutam para voltarem a ser equipes relevantes e competitivas enquanto o Patriots caminha para mais um título divisional. Para escutar o podcast sobre a AFC Leste, clique aqui

 

AFC Leste
Histórico (2002): 4 Super Bowls; 7 Títulos de Conferência.

Títulos de divisão (2002):
Patriots: 14
Dolphins: 1
Jets: 1
Bills: 0

Wildcard (2002):
Jets: 4
Bills: 1
Dolphins: 1
Patriots: 0     

 

New England Patriots
2017: 13-3 – Perdeu no Super Bowl

Exp. Pitagórica Ajustada: 11.76
Jogos Apertados: 4-2
DVOA:
DVOA Ataque:
DVOA Defesa: 31º
DVOA Special Teams:
Saldo: +162 (1º empatado)
Turnovers: +6
Jogos Perdidos Ajustados: 61.3 (14º)
Força da Tabela: .484 (Empatada 22ª)

Técnico: Bill Belichick (2000) GM: Bill Belichick (2000)

Aquisições: RB Jeremy Hill, WR Cordarrelle Patterson, WR Jordan Matthews, TE Troy Niklas, OT Trent Brown, OT Matt Tobin, C Luke Bowanko, DE Adrian Clayborn, DT Danny Shelton, CB Jason McCourty.

Perdeu: RB Dion Lewis, WR Brandin Cooks, TE Martellus Bennett, OT Nate Solder, OT Cameron Fleming, OT Antonio Garcia, DE/OLB James Harrison, OLB Shea McClellin, CB Malcolm Butler, S Johnson Bademosi.

Draft: OT Isaiah Wynn, RB Sony Michel, CB Duke Dawson, LB Ja’whuan Bentley, LB Christian Sam, WR Braxton Berrios, QB Danny Etling, CB Creion Crossen, TE Ryan Izzo.

 

Parece uma tradição bianual questionar o grupo de recebedores dos Patriots, mas o time chega para 2018 com Edelman, 32 anos, suspenso e vindo de lesão, Chris Hogan que nunca teve mais de 41 recepções em uma temporada e também se machucou em 2017 e Cordarrelle Patterson, que é um excepcional retornador, mas nunca fez muito recebendo passes e, saindo da posição de wide receiver, temos Gronk, inquestionável porém um ano mais velho e com uma ficha médica que parece um livro.

 

Tudo isso será capitaneado por um QB de 41 anos que liderou a NFL em passes tentados na última temporada e assistido por uma defesa que, embora talentosa e que adicionou alguns bons nomes para 2018, foi a 31ª em DVOA e perdeu seu coordenador de longa data, mesmo que tenha adicionado bons nomes como o outro McCourty e Clayborn. Isso significa que o Patriots vai implodir na temporada? Claro que não. Tom Brady é uma máquina alimentada por abacates até que se prove o contrário e a AFC Leste segue muito, muito atrás de New England em termos de qualidade tanto dos jogadores quanto da equipe técnica, mas é bom ter uma pulga atrás da orelha, grandes dinastias quase nunca terminam seu domínio de forma graciosa.  

 

Miami Dolphins
2017: 6-10 – 3º AFC Leste

Exp. Pitagórica Ajustada: 4.9
Jogos Apertados: 5-2
DVOA: 27º
DVOA Ataque: 27º
DVOA Defesa: 28º
DVOA Special Teams: 12º
Saldo: -119 (29º)
Turnovers: -14
Jogos Perdidos Ajustados: 115.5 (30º)
Força da Tabela: .500 (Empatada 15ª)

Técnico: Adam Gase (2016) GM: Chris Grier (2016)

Adicionou: QB Brock Osweiler, RB Frank Gore, WR Albert Wilson, WR Danny Amendola, G Josh Sitton, C Daniel Kilgore, DE Robert Quinn.

Perdeu: QB Matt Moore, QB Jay Cutler, WR Jarvis Landry, TE Julius Thomas, C Mike Pouncey, DE Terrence Fede, DT Ndamukong Suh, ILB Lawrence Timmons, S Michael Thomas, S Nate Allen, K Cody Parkey.

Draft: DB Minkah Fitzpatrick, TE Mike Gesicki, LB Jerome Baker, TE Durham Smythe, RB Kalen Ballage, CB Cornell Armstrong, LB Quentin Poling, K Jason Sanders.

 

Poucos lembram, mas esse Miami Dolphins esteve 4-2 na temporada antes de levar um 40×0 do Baltimore Ravens e perder outros 4 jogos seguidos antes de uma breve recuperação que incluiu uma vitória contra os Patriots mas foi seguida por mais três derrotas. Miami foi um time ruim que deu um susto e por isso pode até ter decepcionado seus fãs, mas 6-10 foi melhor do que o talento que o time tinha, especialmente com Jay Cutler de quarterback. Miami espera que 2018 seja um ano saudável e que algumas questionáveis decisões, como deixar Ndamukong Suh e Jarvis Landry (por mais superestimado que seja) irem embora criem o vestiário que Adam Gase tanto deseja e isso seja refletido em campo.

 

Ryan Tannehill volta após seu corpo finalmente pedir penico graças a anos de linhas ofensivas ruins, o QB estava em sua melhor temporada antes da primeira de suas duas lesões que o fizeram perder os últimos 19 jogos, e além de encaixar bem com o sistema de Gase parece ter o apoio do técnico. Miami trouxe alguns reforços para a linha ofensiva, mas nenhum através do draft, então o grupo não inspira muita confiança e deve ser o grande ponto fraco do ataque. Defensivamente, Miami vai depender demais dos veteranos Cameron Wake e Robert Quinn para conseguir pressionar os quarterbacks adversários, a esperança é que isso funcione e Minkah Fitzpatrick seja a resposta para os problemas da secundária. Uma temporada saudável e com alguma evolução coloca Miami na briga pelo wildcard, mas a torcida não deve entrar muito esperançosa no ano.

 

Buffalo Bills
2017: 9-7 – Perdeu no Wildcard

Exp. Pitagórica Ajustada: 6.68
Jogos Apertados: 5-2
DVOA: 21º
DVOA Ataque: 26º
DVOA Defesa: 15º
DVOA Special Teams: 10º
Saldo: -57 (21º)
Turnovers: +9
Jogos Perdidos Ajustados: 44.5 (9º)
Força da Tabela: .496 (18ª)

Técnico: Sean McDermott (2017) GM: Brandon Beane (2017)

Adicionou: QB A.J. McCarron, RB Chris Ivory, WR Jeremy Kerley, OT Marshall Newhouse, C Russell Bodine, DE Trent Murphy, DT Star Lotulelei, CB Vontae Davis, CB Phillip Gaines, S Rafael Bush.

Perdeu: QB Tyrod Taylor, FB Mike Tolbert, WR Jordan Matthews, WR Deonte Thompson, OT Cordy Glenn, G Richie Incognito, C Eric Wood, DE Ryan Davis, ILB Preston Brown, CB E.J. Gaines, CB Shareece Wright.

Draft: QB, Josh Allen, LB Tremaine Edmunds, DT Harrison Phillips, CB Taron Johnson, DB Siran Neal, G Wyatt Teller, WR/CB Ray-Ray McCloud, WR, Austin Proehl.

 

O Buffalo Bills teve a maior diferença negativa na expectativa pitagórica e isso não é uma surpresa para quem viu o time jogar. Buffalo copou algumas partidas apertadas, e entrou de ré nos playoffs graças ao vacilo dos Ravens. Curiosamente, Baltimore ficou em 7º no DVOA enquanto os Bills foram 21º. O time teve o pior saldo e o pior DVOA entre todas as equipes que chegaram aos playoffs além de ter ficado no top-10 de times menos prejudicados por lesões e suspensões. Em resumo: deu tudo certo para um time ruim, e a expectativa é que os Bills voltem a dura realidade, especialmente após uma offseason bem questionável.

 

Para uma linha ofensiva no máximo mediana e que perdeu seus melhores nomes, Brandon Beane trouxe o cansado Marshall Newhouse e o ex-bengal Russell Bodine, que não deixou nenhuma saudade em Cincinnati. Beane também realizou o sonho de parte da torcida e se livrou do bom quarterback Tyrod Taylor, que finalmente vai para um ataque competente em Cleveland (isso não é um elogio aos Browns, apenas mostra a realidade dos Bills) e trouxe A.J. McCarron, com três jogos de titular na carreira e que agora está machucado. Os Bills também fizeram uma escolha que eu considerei a pior escolha do último draft em Josh Allen, um prospecto que só era positivo se você ignorasse quase tudo que ele fez em campo. Dito isso, Allen tem jogado melhor do que o esperado – mas não necessariamente bem – na pré-temporada e com a lesão de McCarron e Nathan Peterman sendo, bem, Nathan Peterman, Allen tem grandes chances de ser titular. 

 

A defesa deve seguir um ponto positivo com as boas adições de Tremaine Edmunds e Star Lotulelei, mas o ataque além de não ter uma boa linha, bons quarterbacks e ter seu único jogador acima da média, LeSean McCoy, acusado de agressões bárbaras, tem também o pior grupo de recebedores da NFL, com alguma folga. Nem se por acaso Josh Allen ou Peterman forem bons quarterbacks eles terão sucesso. Tranquilamente o pior time da divisão e um dos piores da liga.    

 

New York Jets
2017: 5-11 – 4º AFC Leste

Exp. Pitagórica Ajustada: 5.63
Jogos Apertados: 3-5
DVOA: 26º
DVOA Ataque: 24º
DVOA Defesa: 18º
DVOA Special Teams: 25º
Saldo: -84 (26º)
Turnovers: -4
Jogos Perdidos Ajustados: 47.4 (10º)
Força da Tabela: .477 (Empatada 25ª)

Técnico: Todd Bowles (2015) GM: Mike Maccagnan (2015)

Aquisições: LB, Avery Williamson, CB Trumaine Johnson, QB Teddy Bridgewater, RB Isaiah Crowell, C Spencer Long, K Cairo Santos, WR Terrelle Pryor, DT Courtney Upshaw, S J.J. Wilcox

Perdeu: DE, Muhammad Wilkerson, LB Demario Davis, TE Austin Seferian-Jenkins, K Chandler Catanzaro, C Nick Mangold

Draft: QB Sam Darnold, DT Nathan Shepard, TE Chris Herndon, CB Parry Nickerson, DL Folorunso Fatukasi, RB Trenton Cannon.

 

O Jets foi um time 5-11 com cara de time 5-11 mesmo após um bom começo de temporada e mesmo assim o 2017 foi melhor do que o esperado para a equipe. Os Jets trouxeram alguns bons nomes como Trumaine Johson e Courtney Upshaw e, tirando o insatisfeito Muhammad Wilkerson e maior perda foi Austin Seferian-Jenkins, que teve um bom 2017. Todd Bowles espera que seu grupo de recebedores, com Quincy Enunwa, Robby Anderson e Jermaine Kearse continue o bom nível e evolua em 2018, especialmente os jovens Enunwa e Anderson, que além de tudo devem contar com um quarterback melhor, seja Darnold ou Bridgewater.

 

A posição de quarterback é uma incógnita, mas Sam Darnold tem impressionado na pré-temporada e terá a chance de ser titular, enquanto Bridgewater, que também jogou bem, está cercado de rumores de troca. A franquia também fez algumas mudanças técnicas, colocando Kacy Rodgers e Jeremy Bates como chefes da defesa e do ataque, mas essas alterações tem um quê de Todd Bowles tentando salvar a própria pele. Bowles provavelmente precisa de uma temporada mais positiva após dois 5-11 seguidos, mas a realidade é que o Jets ainda é um time em transição e deve ficar nessa faixa de vitórias novamente, mas também não será um saco de pancadas. Se o time jogar com a mesma intensidade do ano passado a melhoria técnica, especialmente na posição de quarterback, pode garantir alguns triunfos.  

Glossário:

Expectativa Pitagórica Ajustada: Criada originalmente para o baseball, a expectativa pitagórica foi ajustada para o futebol americano como uma forma de ver a real qualidade de uma equipe, focando mais na diferença de pontos do que no total de vitórias em si. A sua versão ajustada procura eliminar o impacto de pontuações no “garbage time”, quando o jogo já está decidido.

Jogos Apertados: Quantos jogos definidos por menos de uma posse de bola a equipe ganhou em 2017. Geralmente essas partidas são definidas por detalhes, e vencer um grande número delas é um indicativa de que talvez o time não seja tão bom assim. O Raiders em 2016, por exemplo, foi 8-1 em jogos apertados antes de ir 3-3 em 2017. Até equipes tradicionalmente boas, como os Patriots, tendem a vencer 50% de seus jogos apertados.

DVOA: Analisa a temporada de um time jogada a jogada, comparando o sucesso em cada snap a média da liga baseando-se em variáveis como descida, distância, local em campo, situação de jogo, quarto e qualidade do oponente. Mede efetividade e não números brutos. Colocarei a posição da equipe e não a % em si.

Saldo de pontos: Autoexplicativo e um bom medidor da real qualidade de uma equipe.

Turnovers: Saldo de turnovers do time na temporada.

Jogos Perdidos Ajustados: Número de Football Outsiders que não considera apenas quantos jogos foram perdidos por jogadores do time, mas se esses jogadores eram titulares, reservas imediatos ou reserva situacionais, além de considerar a situação de um jogador antes de jogo, caso ele estivesse provável, questionável, etc.

Força da tabela: Dificuldade da tabela de uma equipe em 2018 considerando os resultados de seus adversários na temporada anterior.

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