A noite gloriosa (mais uma vez) de Aaron Rodgers.

No primeiro Sunday Night Football da temporada 2018, Chicago Bears e Green Bay Packers duelaram pela 197ª vez na história. A maior (e melhor) rivalidade da NFL teve um desfecho apoteótico, digno do confronto mais antigo da liga.

A partida foi dividida em duas etapas bem distintas. Na primeira, o total domínio do Chicago Bears, dando provas que o futuro promissor já poderia ser desfrutado pelos torcedores após longos e tenebrosos anos de sofrimento. A aquisição de Khalil Mack teve um impacto positivo desde a primeira jogada e na estreia de Roquan Smith, o atleta ex-Georgia Bulldogs já deu um sack como cartão de visita.

Do lado ofensivo, Trubisky parecia muito confortável explorando as opções aéreas e o jogo corrido ia fluindo de forma que as duas primeiras drives da equipe resultaram em 10 pontos e mais de 10 minutos de duração no relógio. Parecia, bem claramente inclusive, que seria um pleno domínio da equipe da cidade dos ventos, especialmente com a lesão do quarterback Aaron Rodgers.

Gerando uma verdadeira apreensão coletiva, não só dos torcedores do Packers, Rodgers saiu para os vestiários dando lugar a DeShone Kizer, que fez basicamente o que vimos durante toda a temporada de 2017 quando atuou pelos Browns. Kizer é um atleta com muito talento, mas que na minha opinião foi totalmente desperdiçado com os atrapalhos da comissão técnica de Cleveland, que o colocou na cova dos leões e não deu a segurança necessária para o QB evoluir. O resultado disso é um atleta com sérios problemas de confiança e isso é a receita do fracasso em qualquer posição, especialmente na mais importante do jogo.

Até o terceiro período os Bears ainda tinham o controle do jogo, mesmo diminuindo sensivelmente o número de jardas produzidas e a pressão causada no ataque de Green Bay.

Foi no último quarto do jogo que a estrela do melhor quarterback da liga (na minha opinião) brilhou mais uma vez. Na verdade, o dia de ontem será um dos grandes momentos da história desse jogador, e arrisco dizer um dos primeiros que vem a mente quando lembrarmos dos grandes anos do camisa 12. Uma virada de proporções gigantescas em condições adversas devido a lesão mostraram aos que discordam que Aaron Rodgers é sim não só um dos grandes desta geração como um dos maiores de todos os tempos. Esta foi a maior virada, em termos de pontos marcados, da carreira do atelta.

Os Packers tinham um retrospecto de 107 derrotas e nenhuma vitória quando estavam atrás do placar por uma diferença de 17 pontos no quarto período. Agora estão 1-107. A proeza dos Bears de perder essa partida não pode ser mascarada por uma esperança de dias melhores. Foi um completo colapso de um time que mostrou muito potencial, mas perdeu como já fez algumas vezes contra o maior rival. Nesta década o confronto está 15×3 para Green Bay. Um dos maiores abismos nesta quase centenária rivalidade. O futuro poderia ser o presente no dia de ontem para os Monstros de Midway, porém foi adiado mais uma vez.

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