COLUNA DO BRAZILIAN #1

Chocados com a semana 1 da NFL em 2018? Eu estou. Zebras acontecem, eu sei, mas não me diga que você esperava que ver Browns e Steelers empatarem. Muito menos que os Saints iriam ceder tanto espaço para os Bucs e sofrer 48 pontos em casa após ter uma defesa sólida em 2017. Ou alguém aí sonhava que os Bears iriam complicar a vida dos Packers em casa, ao ponto de Aaron Rodgers precisar seguir mancando em campo?

Ainda bem que a coluna só vai ao ar nas terça-feiras porque o risco de ter que reescrevê-la totalmente após os jogos da segunda-feira era gigante. Sam Darnold calou a minha boca. Mostrou que está mais pronto para a NFL do que muito quarterback por aí. Até os Raiders pareceram ser mais competitivos do que o esperado. Para o azar deles o jogo tem quatro períodos. Mas calma. O mundo não acabou. Semana 1 nos livros. Só isso.

Muita calma nessa hora, mas…
Com apenas uma semana não dá para afirmar nada. Apenas sentir que algumas coisas seguem como o esperado e outras ainda precisam de ajuste. Com certeza algum torcedor dos Browns pensou que o Hue Jackson de 2017 apareceria em algum momento no duelo contra os Steelers. O técnico poderia trocar de quarterback no meio do jogo e iniciar a Baker Mania em Cleveland. Eu desejei isso em algum momento. Ainda bem que isso não ocorreu. Hue Jackson parece ter aprendido algo com as pancadas das últimas temporadas.

O sentimento de esperança foi renovado não apenas em Cleveland, mas também em Nova York. Apesar dos Giants terem perdido, venderam caro a derrota para os favoritos Jaguars e Saquon Barkley comprovou que será especial. Do lado dos Jets, que festa em Detroit, hein? Após abrir a carreira com uma interceptação retornada para touchdown a desculpa que era um rookie jogando estava pronta. Mas ele provou o contrário e já tem gente pensando nos Patriots nos vestiários verdes da Big Apple.

Se há esperança em times que foram muito mal em 2017, o gosto amargo da derrota não deve ser superestimado por Saints, Falcons ou Chargers. A temporada passada acabou de modo inesperado para todos, mas os erros parecem não terem sido aprendidos. Os Saints perderam porque a defesa entregou o jogo, como contra os Vikings no divisional, os Falcons seguiram péssimos na red zone, problema adquirido com Sarkisian e que custou a derrota para os Falcons nos playoffs, e os Chargers não sabem vencer os Chiefs há nove jogos, situação que explica a ausência de jogos em janeiro.

Merecem aplausos

Michael Thomas

16 recepções em 17 passes lançados na sua direção. Como não gostar de um wide receiver desses? O grande problema é que o rapaz está sozinho. Não dá para considerar que Ted Ginn Jr. e Ben Watson contribuem para algo.

Denzel Ward
No touchdown de Antonio Brown, o novato dos Browns fez o que pode. Porém, AB é o melhor recebedor da liga e conseguir anular um atleta desse durante os 60 minutos é algo impossível. Fora esse lance o garoto foi quase perfeito e interceptou duas bolas. Nada mal para uma estreia na posição mais difícil da NFL.

Vikings (menos a linha ofensiva)
O elogio poderia ter ido para todo o time que eu considero o favorito ao Super Bowl. A defesa provou porque é e melhor unidade da NFL, Kirk Cousins deu sinais de que pode fazer algo especial já na sua primeira temporada, mas faltou a linha ofensiva ser mais efetiva,  algo que pode não acontecer em 2018. 

Ficaram devendo

Clay Matthews
Eu poderia escrever muito, mas essa sequência de tuítes do meu amigo Lucas Cisneiros explica tudo.

Defesa dos Saints
Lembram da defesa que prometia muito em 2018? Que deveria ser ajudar Brees no fim da sua carreira? Ela parece ainda viver a derrota para os Vikings. Fitzpatrick (ou Fitzmagic) mostrou que o caminho é lançar feito louco contra essa defesa e se mirar no lado direito é quase certo de marcar alguns touchdowns.

Dallas Cowboys
Antes era a falta de Zeke. E agora? É a linha ofensiva? A falta de recebedores? A defesa? Dallas tem talento de sobra e está remontando o time em alguns setores, mas precisa melhorar se quiser sonhar com os playoffs. Mudar o comando técnico é uma opção para 2019 se o ritmo seguir esse.

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Sobre o Brazilian
Rafael Brasileiro (@rrbrasileiro) é jornalista, acompanha a NFL diariamente desde 2006 e comanda o 45 Jardas desde 2016. É brasileiro no sobrenome, mas ama esportes norte-americanos e não é muito fã de música nacional quando é algo diferente de samba.

 

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