Power Rankings – Semana 2

A semana 2 é aquela que serve para amenizar (ou não) as reações exageradas da primeira rodada da liga. Com verdades sendo reveladas ou a continuação de exageros, o importante para as equipes é que a segunda rodada é essencial. Desde a expansão da NFL para 32 equipes em 2002, apenas 11% dos times que começam 0-2 chegam aos playoffs. O número sobe para 41% quando a campanha é 1-1 nas primeiras semanas. Para muitos dos times aqui, 2018 pode ter terminado antes de começar. 

 

1 – (4) Los Angeles Rams – 2-0

Dois jogos. Duas vitórias dominantes. O pior é o sentimento de que esse Rams ainda está bem longe de seu potencial. Próximo domingo o teste mais duro de 2018 até agora para a juventude de Sean McVay, contra o “rival” da cidade, Los Angeles Chargers.

2 – (8) Jacksonville Jaguars – 2-0

No calor de Jacksonville os Jaguars dominaram os Patriots dos dois lados da bola. A defesa foi sufocante e limitou os Patriots a apenas 302 jardas e 4 de 12 em terceiras descidas. Enquanto isso, Blake Bortles teve mais de 400 jardas entre corridas e passes e foi ultra eficiente (palavras que eu nunca pensei que diria de Bortles) com exceção de uma interceptação em passe forçado no meio do campo. Os Jaguars converteram 71% de suas terceiras descidas (10 de 14) e contaram com boas atuações de seu grupo de recebedores. Keelan Cole vai ser muito bom, Dede Westbrook é explosivo e Donte Moncrief não estragou. Mais importante do que isso, os Jaguars mantiveram o pé no acelerador no segundo tempo, e toda vez que New England parecia que ia voltar pro jogo, Jacksonville respondeu a altura. Vitória com V maiúsculo.

3 – (2) Minnesota Vikings – 1-0-1

Vamos deixar bem claro que Kirk Cousins teve grandes passes e espetaculares momentos. Também deixemos claro que Cousins teve uma interceptação que matou Minnesota no jogo e outra que não foi sua culpa, mas deveria ter encerrado a partida também. A sorte é que a primeira, que passou entre as mãos de Laquon Treadwell, virou apenas um field goal e a outra foi anulada por uma marcação tosca da arbitragem (a NFL, por sinal, assinou em cima do erro por que a NFL não faz quase nada certo) em cima de Clay Matthews. Dito isso, o kicker Daniel Carlson deixou 9 pontos no chão em seus três field goals errados, incluindo dois na prorrogação, mostrando a solidez de uma gelatina sob pressão. Empate amargo pela recuperação dos Vikings no jogo e por que não deveria ter sido assim. Esse time é bom demais para depender de 22 pontos no último quarto contra um Green Bay com Rodgers manco.

4 – (10) Kansas City Chiefs – 2-0  

Agora sim estou absurdamente impressionado com Patrick Mahomes. Na primeira partida, o esquema e Tyreek Hill facilitaram a vida de Mahomes, que tomou as decisões corretas e mostrou calma com alguns passes brilhantes, mas não foi o maior destaque do time. Contra os Steelers, novamente fora de casa (se bem que contra o Chargers não foi muito fora de casa) Mahomes foi cirúrgico. Passe preciso atrás de passe preciso, dissecando uma defesa que tentou marcação mano a mano, em zona, enviar blitzes, pressionar só com três ou quatro, enfim, de tudo um pouco. Mahomes estava preparado para tudo e suas armas também. Vimos muito de Hill na semana 1 e na semana 2 tivemos Kelce, Watkins, Hunt e toda a turma fazendo festa no Heinz Field. A defesa segue trágica e é por isso que não coloco esse time mais pra cima.

5 – (5) Green Bay Packers – 1-0-1

Gostinho de derrota pela situação. Os Packers cederam 480 jardas, 22 pontos só no último quarto e ainda tiveram a vitória nas mãos em algumas oportunidades. Vamos deixar a arbitragem de lado e olhar para o ataque. Com Rodgers longe de estar 100%, o time foi eficiente até certo ponto. Foram cinco viagens a redzone de Minnesota e apenas um touchdown. Os Packers, jogando contra um adversário melhor conseguiram um TD de special teams e uma interceptação com 2 minutos para o fim e mesmo assim tiveram que depender de um calouro errando field goals, no Lambeau Field, para não saírem derrotados após um último período desastroso da defesa. Com um ataque que finalizasse campanhas, a “falta” de Clay Matthews não teria importado.

6 – (1) Philadelphia Eagles – 1-1

A boa notícia é que Carson Wentz vai voltar. Os Eagles encostaram no placar no último quarto mas o jogo não foi tão apertado assim durante a maior parte do tempo. Podem colocar a culpa nas big plays, já que os Bucs marcaram dois touchdowns em campanhas de uma jogada e 75 jardas, mas a defesa sabia o que esperar, não foi a semana 1. Zach Ertz, Nelson Agholor e Corey Clement voltaram a jogar bem e serem as principais armas recebendo passes, mas não conseguem carregar o piano sozinhos enquanto Alshon Jeffery não volta, levando a falta de explosividade no ataque. Derrota dura, fora de casa, para um time que vem surpreendendo. Os Eagles vão se recuperar.

7 – (3) New England Patriots – 1-1

A melhor defesa da NFL teve como objetivo anular Rob Gronkowski e eles conseguiram. Gronk teve apenas duas recepções para quinze jardas. New England sentiu. Sem seu tight end, os Pats não tiveram um wide receiver capaz de carregar esse peso e ficar livre constantemente e ser fatal nas terceiras descidas. A defesa também segue preocupante, cedendo 7 jardas por jogada para Blake Bortles e companhia não é um bom sinal. Os times de Belichick tem um hábito de ter uma derrota preocupante no começo do ano. Geralmente eles se recuperam com tranquilidade. Eu só não sei se trocar por Josh Gordon é a resposta.

8 – (12) Atlanta Falcons – 1-1

Steve Sarkisian escutou as reclamações sobre o ataque dos Falcons na redzone. Contra os Panthers, Atlanta foi 4/4 nas 20 jardas finais do campo e Matt Ryan (com exceção de uma INT em bola longa tosca) foi muito bem. Mais calmo e sem ser pressionado, Ryan trabalhou bem com Jones, Ridley e Hooper contra uma defesa sólida, e até correu para dois touchdown, inclusive um onde foi sem medo contra os defensores de Carolina. Vitória essencial para mostrar a evolução do time e evitar o 0-2 em uma temporada que será muito desafiadora sem Keanu Neal e Deion Jones na defesa.

9 – (15) Tampa Bay Buccaneers – 2-0

A magia ainda é forte em Tampa Bay. Com um ataque terrestre completamente morno, Fitzpatrick e seus recebedores colocaram o time nas costas mais uma vez. DeSean Jackson, Mike Evans, Chris Godwin e O.J. Howard estão pintando o terror e Fitzpatrick está confiante e sem medo de lançar a bola. Se esse ataque conseguisse ter um jogo terrestre minimamente decente seria ainda mais assustador. Defensivamente o time ainda deve um pouco, mas forçando turnovers e pressionando o quarterback essa defesa fez o suficiente para dar mais chances ao seu ataque e, enquanto a magia durar, isso será o suficiente.

10 – (7) New Orleans Saints – 1-1

Sim, o Saints venceu. Sim, New Orleans evitou um começo 0-2. Sim, Michael Thomas quietamente está se tornando um dos melhores e mais seguros recebedores da NFL (apesar do fumble). Isso não muda que a equipe de Sean Payton precisou que os Browns errassem dois field goals e dois pontos extra para evitar a derrota. OS BROWNS! Na semana anterior a defesa decepcionou, mas contra Cleveland foi a vez do ataque. Apenas 275 jardas em casa, 25% de conversão em terceiras descidas e dois fumbles perdidos. O Saints tem talento, e o ataque cresceu no último quarto para salvar o jogo contra uma defesa que talvez seja uma das muito boas da liga, mas a execução geral do time preocupa muito.

11 – (20) Cincinnati Bengals – 2-0

O Cincinnati Bengals venceu novamente por 34×23 mas, dessa vez, o oponente não foi o ainda frágil Colts e sim o sempre sólido rival de divisão Baltimore Ravens. Jogos de quinta-feira sempre são esquisitos, e os Bengals, assim como em Indianápolis, foi dominante em um tempo do jogo e meio sonolento em outro. O ataque que terminou em chamas contra os Colts continuou assim contra Baltimore. Com uma sólida linha ofensiva e uma sincronia maior com suas armas ofensivas, Andy Dalton parece confortável no ataque de Bill Lazor. Se esse ataque com a linha defensiva dominante que o time tem jogar um jogo inteiro com o pé no acelerador, cuidado.

12 – (11) Carolina Panthers – 1-1

Muito da produção ofensiva dos Panthers veio correndo atrás do placar e com a defesa de Atlanta dando mais espaços. Cam Newton não foi bem nos três primeiros quartos do jogo e a defesa, sempre sólida, começou bem mas depois foi amassada por Atlanta tanto pelo chão quanto pelo ar. Jogo difícil, fora de casa, contra um adversário de divisão. Os Panthers lutaram mas Atlanta simplesmente foi o melhor time.

13 – (13) Los Angeles Chargers – 1-1 

Vitória tranquila contra o pior time da NFL. Os Chargers fizeram apenas a sua obrigação. O teste real vem no próximo domingo, contra os Rams, onde os Chargers terão outro ataque poderoso pela frente e terão uma oportunidade de ouro para mostrar que não são o mesmo time dos anos anteriores.

14 – (16) Denver Broncos – 2-0

Denver em casa é sempre um time perigoso, e os Broncos tiraram proveito do mando de campo e de adversários fracos para começarem 2-0 na temporada. Essa vitória contra Oakland foi na conta, com o Broncos passando toda a partida dominado mas com os Raiders se recusando a fechar o caixão. É sempre positivo quando o time ganha um jogo mesmo jogando mal, mas também é preocupante. São duas performances mais ou menos em vitórias dentro de casa. Contra times melhores vai ser difícil errar tanto e se recuperar.

15 – (6) Baltimore Ravens – 1-1

Justin Tucker acertou um chute longo, o ataque andou aos trancos e barrancos com Flacco conseguindo suas pass interferences em bolas longas forçadas, a defesa foi amassada por Cincinnati no primeiro tempo mas se recuperou no segundo. O Ravens mostrou que realmente os Bills que são bem ruins. Em um jogo mais confortável, dentro de casa, sem cometer três turnovers, Baltimore deve competir igualmente com qualquer time da liga. Mas esse também é um time que pode perder de quase qualquer um também.

16 – (21) Miami Dolphins – 2-0

Não olhe agora, mas o Miami Dolphins é líder da AFC Leste. Miami dominou os Jets no primeiro tempo, com uma defesa sufocando e forçando erros de Sam Darnold e um ataque que se aproveitou deles parar abrir 20×0. No segundo tempo Miami tirou o pé do acelerador e os Jets aos trancos e barrancos tentaram voltar no jogo. Final. 20×12. Dolphins com duas vitórias sólidas com erros e acertos contra adversários da segunda metade desse power ranking. O time ainda tem o que melhorar, cuidar mais da bola, proteger Tannehill (e ele segurar menos a bola) mas as primeiras impressões são positivas. Vamos ver se Adam Gase usa isso para elevar o time durante o resto do ano.

17 – (17) Chicago Bears – 1-1

A primeira vitória da era Matt Nagy veio mas foi um jogo bem parecido com o primeiro. Começo muito bom, ritmo caiu, defesa marcou um touchdown, adversário cresceu no final do jogo. A diferença é que os Bears conseguiram voltar a endzone no último quarto e colocar distância o suficiente em Seattle, levando Wilson a forçar um pouco mais e gerando a pick-six. Trubisky ainda erra muito, mas mostrou confiança após as interceptações e não o medo que se via nele contra os Packers.

18 – (19) San Francisco 49ers – 1-1

Os 49ers foram melhores que Detroit em todas as fases do jogo. Garoppolo foi eficiente e sem erros, o jogo terrestre funcionou bem, a defesa foi sólida até o garbage time quando foi mole até demais e os special teams contribuíram bem com Robbie Gould perfeito e até um retorno de 59 jardas de punt. Não foi perfeito, a proteção a Jimmy GQ segue questionável e os problemas na redzone e em terceiras descidas persistem. Contra times melhores o buraco será mais embaixo.

19 – (9) Pittsburgh Steelers – 0-1-1

O Pittsburgh Steelers foi humilhado em casa pelo Kansas City Chiefs. O placar mostra apenas uma posse de bola de diferença e o ataque foi dominante em alguns momentos da partida, mas Patrick Mahomes fez o que quis com a secundária e raramente foi pressionado. KC ganhou 8.3 jardas por jogada contra a defesa dos Steelers. É uma mistura de falta de talento em algumas posições chave e decisões erradas dos técnicos, que tentaram de tudo para segurar Mahomes e falharam miseravelmente. Foi a primeira vez na história que um time marca pelo menos 37 pontos e comete 0 turnovers em casa e perde o jogo.

20 – (14) Washington Cumpadis – 1-1 

Na semana 1 Washington teve o bom Alex Smith. Constante, preciso, experiente, talentoso. Na semana 2 foi a ver do outro Alex Smith, o desnecessariamente conservador e que tem grande dificuldade em levar sem time a endzone, lugar que a equipe não alcançou mesmo chegando duas vezes a redzone dos Colts. Em um dia onde Andrew Luck e o ataque dos Colts não foram bem, Washington perdeu uma chance de ouro para ganhar, dentro de casa, de uma equipe que é menos talentosa. É o tipo de jogo que times que querem ir aos playoffs, especialmente em uma NFC tão disputada, tem que vencer.

21 – (22) Tennessee Titans – 1-1

Mike Vrabel ganhou esse jogo. Sem Mariota e os dois tackles titulares, Vrabel sabia que se quisesse evitar o 0-2 e uma derrota na divisão teria que arriscar um pouco e isso ficou bem claro ainda no primeiro quarto, com um fake punt envolvendo um passe do safety Kevin Byard se transformou em um touchdown de 66 jardas. Matt LeFleur também adicionou um pouco de wildcat ao time (Derrick Henry completou um passe na tarde) que no geral, como é de se esperar, não foi muito produtivo no ataque, mas soube quando ousar um pouco (2/2 em 4ª descida) e protegeu bem Gabbert. Vitória importante para o time que faz a torcida acreditar mais em seu treinador novato.

22 – (18) New York Jets – 1-1

Perdendo por 20×6 no terceiro quarto, os Jets recuperam um fumble já na redzone de Miami. Darnold força um passe na endzone para Terrelle Pryor e manda na frente do recebedor, diretamente nas mãos de Xavien Howard, cornerback de Miami. Ao invés de encostar no placar rapidamente após ir ao intervalo zerado, os Jets seguem duas posses atrás no placar. Erro de calouro, normal de acontecer. Esses serão os altos e baixos dos Jets esse ano, e Darnold teve seus bons momentos durante a partida, mas o time, como um todo, errou mais que Miami.

23 – (27) Dallas Cowboys – 1-1

20×13 parece um placar apertado mas Dallas dominou o jogo desde o princípio com uma bomba para o ainda na NFL Tavon Austin. Parecia que seria um ataque remodelado dos Cowboys após essa jogada, mas Dallas voltou a ser mais do mesmo, o que foi o suficiente contra um apático Giants. Dallas dificilmente vai ganhar outros jogos como esse onde a defesa engole um adversário durante boa parte do jogo, o talento desse lado da bola não existe para isso, mas se acontecer, o ataque terá que fazer um trabalho melhor do que 30% em terceiras descidas e um touchdown em três viagens a redzone adversária.

24 – (29) Indianapolis Colts – 1-1

Os Colts venceram um jogo onde Andrew Luck foi mal. A defesa limitou Washington a apenas três field goals e foi comandada pelo calouro Darius Leonard, que teve 15 tackles e 1 sack. É o tipo de performance dos jogadores mais jovens que Indy precisa se quiser sonhar com algo nessa temporada. Os Colts seguraram Adrian Peterson e forçaram Alex Smith a ser sua pior versão. Eu não esperava ver uma vitória dos Colts em 2018 onde a defesa foi o destaque. Se o time conseguir equilibrar os dois lados da bola, boas coisas virão.

25 – (24) Houston Texans – 0-2

Deshaun Watson regrediu em relação a seus números espetaculares de 2017, mas a linha ofensiva é uma tragédia. Interceptações em passes forçados serão parte do jogo de Watson, e as vezes elas vão virar touchdowns, mas a linha ofensiva não depende dele, que tem seus defeitos também, como a bizarra jogada final da partida onde ele segurou a bola por 12 dos 16 segundos que faltavam, essencialmente encerrando o jogo sem dar a Houston uma chance de empatar. Defensivamente, o grupo fez o fácil contra um ataque fragilizado de Tennessee, mas ainda falta o brilho de Watt e companhia nessa temporada, especialmente no final do jogo, quando os Titans tiveram duas boas campanhas para chutar os field goals de empate e virada. O hype antes da temporada mascarou as fragilidades desse time, que perdeu um jogo que deveria ter vencido pela situação dos Titans.

26 – (23) Detroit Lions – 0-2

Os Lions marcaram dois touchdowns no que essencialmente foi garbage time, você ter uma chance com 50 segundos e nenhum timeout pra tentar o field goal do empate não é um bom cenário para qualquer time. A inconsistência persegue os Lions, que começaram bem mas viram San Francisco abrir 30×13 antes de Stafford ligar o modo “virada” no último quarto. Detroit pareceu um time de verdade, ao contrário da semana 1, mas ainda está bem longe de ser um time bom.

27 – (26) Seattle Seahawks – 0-2 

O Seattle Seahawks está bagunçado. Não é de hoje, mas é o melhor resumo do time. A linha ofensiva e Russell Wilson levaram seis sacks e o time é incapaz de correr com a bola. Eventualmente Wilson tenta forçar alguns passes, fazer demais, e acaba errando feio. A defesa depende muito de K.J. Wright, Earl Thomas e Bobby Wagner, e sem os dois linebackers a coisa foi complicada. Contra um times melhores Seattle teria sofrido duas derrotas acachapantes ao invés de ter perdido jogos disputados

28 – (25) New York Giants – 0-2

29 – (28) Cleveland Browns – 0-1-1

Esse time é alérgico a vitórias. Só pode. Com um ataque morno durante todo o jogo, os Browns perdem por 6 (poderia ser menos mas o kicker já havia errado um FG e um XP). Tyrod Taylor acorda pra vida e faz alguns de seus melhores passes do dia, incluindo uma bomba para o calouro Antonio Callaway que garante o TD e empata o jogo. Gonzalez erra outro ponto extra. Prorrogação? Não. Drew Brees faz sua mágica e os Saints colocam mais um field goal com menos de um minuto no relógio. 21×18. Tyrod tira mais dois coelhos da cartola, o segundo novamente para o promissor Callaway. Chute de 52 jardas. Redenção para o kicker Zane Gonzalez? Longe disso. Mais uma derrota na conta. 1-32-1. 18 pontos cedidos no último quarto após uma atuação quase impecável da defesa durante os três primeiros. Difícil.

30 – (31) Oakland Raiders – 0-2

Oakland perdeu de novo mas ganha uma posição pela ruindade dos Cardinals e porque o time fez jogo duro contra Denver e mostrou evolução em relação a semana 1 (contra um adversário bem pior que os Rams). Derek Carr se tornou o primeiro QB a tentar mais de 30 passes e acertar mais de 90% deles, e isso foi inútil por que os Raiders tiveram apenas duas jogadas de mais de 20 jardas e entraram na redzone de Denver duas vezes. Foi a primeira vez em que o time cujo quarterback tentou mais de 20 passes e acertou mais de 90% deles perdeu um jogo na história da NFL. Ineficiência custa jogos, e foi justamente isso que empurrou os Raiders para 0-2.

31 – (30) Arizona Cardinals – 0-2

A defesa de Arizona era a única esperança real do time para fazer alguma graça na temporada. Essa unidade está jogando abaixo do esperado mas o ataque também está ruim em um nível cômico, e não dá nenhuma chance para a sua defesa respirar e ainda oferece campos curtos para os adversários. Não é Josh Rosen que vai melhorar essa situação, mas Sam Bradford está muito próximo de ser injustificável após um jogo onde a única jogada de Arizona no campo do adversário foi também a última da partida.

32 – (32) Buffalo Bills – 0-2

Sinais positivos em Buffalo. O time foi completamente dominado pelos Chargers? Foi. Mas Josh Allen jogou e não foi mal. Mostrou flashes de seu talento e cometeu alguns erros de calouro, mas os Bills não passaram vergonha, especialmente no segundo tempo.

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