Power Rankings – Semana 5

Times que não sabem o que é vencer: 0. Times que não sabem o que é perder: 2, mas um bateu na trave essa semana. Times com duas ou três vitórias após cinco semanas: 22. É a NFL do equilíbrio, onde uma equipe parece incrível em um jogo e perde para os Bills no outro. Em uma semana onde os quarterbacks jogaram em um nível levemente abaixo do ritmo absurdo do primeiro mês da temporada, Drew Brees, possivelmente o mais subestimado dos maiores jogadores da história da liga, quebra o recorde de jardas aéreas para um QB. Há muito o que falar, então vamos lá.

1 – (1) Los Angeles Rams – 5-0

Os Rams tiveram sua partida mais desafiadora justamente quando não esperavam. O ataque cometeu erros que não vinha cometendo, incluindo duas campanhas no primeiro tempo que chegaram na linha de gol e se transformaram em apenas 3 pontos, e a defesa sofreu contra o ataque de Seattle, sendo amassada no jogo terrestre e não pressionando Wilson como o esperado. Mesmo assim, os Rams pontuaram em seis de suas dez posses de bola, sendo que das quatro que não pontuaram duas foram por interceptações (uma delas na linha de gol e outra em hail mary), uma foi punt e a outra terminou o jogo. O problema realmente foi a defesa, amassada por um ataque que vinha sendo mediano em seus melhores dias. Pode ter sido apenas um ponto fora da curva, jogo fora de casa, contra um rival, mas mesmo assim os Rams fizeram mais do que o suficiente no ataque e o suficiente na defesa para seguirem invictos.

2 –(2) Kansas City Chiefs – 5-0  

Esse foi tranquilamente o pior jogo do ataque dos Chiefs na temporada e eles ainda produziram 23 pontos, 26 primeiras descidas e 424 jardas contra a melhor defesa da NFL, e o time foi para o intervalo vencendo por 20×0. As primeiras interceptações e alguns outros errinhos de Mahomes vieram, um passe forçado ali, uma bola imprecisa lá, um sack que deveria ter perdido cinco jardas perdendo quinze por que ele tentou criar algo quando não devia, nada demais, e nada que acabou com KC nesse jogo ou deva preocupar o time no futuro. Os Chiefs seguem firmes e fortes como o melhor time da AFC até esse ponto da temporada. 

3 – (4) New Orleans Saints – 4-1

Drew Brees errou três passes contra Washington. Ele também teve três passes para touchdown e quebrou o recorde de jardas aéreas em uma carreira. Um dos maiores quarterbacks da história teve um jogo essencialmente perfeito contra um adversário que ofereceu pouca resistência e dessa vez a defesa fez sua parte para garantir que a vitória fosse tranquila e todos pudessem focar na grandeza de Brees e celebrar o QB que mudou a história da franquia. Os Saints também tiveram Mark Ingram de volta, que jogou mais do que o esperado e marcou touchdowns para a fúria de donos de Alvin Kamara no fantasy. 

4 – (7) Cincinnati Bengals – 4-1 

Claro, esse time estava levando 17×0 dos Dolphins. Beleza, Miami implodiu. Mas os Bengals estão 4-1 em uma NFL onde quase todo mundo está com uma dificuldade tremenda para vencer com consistência. O ataque não foi particularmente bem. Nunca é bom quando você tem que chutar um field goal de 51 jardas e outro de 20, por motivos diferentes, nem é bom quando mais da metade de seus pontos são marcados pela defesa. Mas times precisam ganhar partidas com os dois lados da bola, e após o ataque ter carregado o piano no primeiro quarto da temporada, foi a vez da defesa aparecer. 

5 – (10) New England Patriots – 3-2

Tom Brady chegou a seu passe para TD número 500, alcançando seu 71º alvo para touchdown (um recorde da NFL) e brecando uma possível reação dos Colts. Com a vantagem, os Pats, pela segunda semana seguida, encontraram um bom ritmo no jogo terrestre com o calouro Sony Michel. Defensivamente, não dá para depender de turnovers sempre, especialmente se o ataque (e Brady, que tem 5 INTs nos últimos três jogos) mantiverem esse ritmo de entrega de bolas também. Não olhe agora, mas os Pats já são líderes da AFC Leste novamente. 

6 – (6) Carolina Panthers – 3-1

Deveria ter sido uma vitória mais tranquila dos Panthers, mas Newton e Eli inventaram de começar a trocar interceptações e do nada Carolina, que tinha a vantagem (em vários momentos uma vantagem de múltiplas posses) desde o primeiro quarto estava atrás do placar. Os Panthers estão 3-1 mas passam nenhuma confiança, é isso que acontece quando você precisa de um muffed punt recuperado na endzone e um field goal de 63 jardas para ganhar dos Giants. 

7 – (3) Jacksonville Jaguars – 3-2  

Blake Bortles vai desperdiçar o talento desse time quando os jogos decisivos chegarem (e enganar em algumas partidas de renome) e a culpa é da “gerência” que teve várias oportunidades de ir atrás de alguém superior e não foi. O rei do garbage time teve 430 jardas passadas, mas também mandou quatro interceptações, perdeu um fumble, acertou um pouco mais de metade dos seus 61 (!) passes e foi bem terrível. A defesa não dominou os Chiefs, mas também é difícil qualquer culpa nesse grupo quando o quarterback joga tão mal. Chega a ser surpreendente a pisa não ter sido maior. 

8 – (14) Los Angeles Chargers – 3-2

Não olhem agora, mas Philip Rivers está na conversa com Goff, Mahomes e Brees como melhor QB da NFL (também conhecido como o prêmio de MVP) após cinco semanas. Uma performance primorosa de Rivers (22-27, 339 jardas, 2 TDs) e uma vitória sem susto dos Chargers contra um rival de divisão. A defesa segurou bem o ataque anêmico dos Raiders, forçando turnovers e colocando um pouco de pressão em Derek Carr. O time ainda precisa parar de errar field goals e pontos extras e cometer menos faltar, mas foi encorajador para os bolts vencer sem drama.

9 –  (5) Baltimore Ravens – 3-2 

O verdadeiro Cleveland Browns perdeu para o novo Cleveland Browns em uma partida onde as dúvidas em relação aos Ravens apareceram de uma forma que não tinham aparecido ainda esse ano, de forma similar ao que aconteceu com os Jaguars. Em um jogo com 17 punts, o ataque dos Ravens foi anêmico contra a forte defesa dos Browns e produziu mais por repetição do que por qualidade em si. 298 jardas aéreas não é um número ruim, 298 em 57 tentativas de passe, não é bom, é longe de ser eficiente, assim como 4 de 16 em terceiras descidas. Com um ataque funcional a defesa ajuda a colocar esse time em um patamar alto na NFL, quando 9 pontos são produzidos, a coisa fica bem feia. 

10 – (11) Chicago Bears – 3-1 

Semana de folga. Chicago sobre uma posição mesmo assim por que a NFL tá meio bagunçada no momento.

11 – (16) Minnesota Vikings – 2-2-1

Os Vikings tentaram dar um sustinho no jogo no final, entregando a bola para os Eagles com 20×14 no placar, mas foi uma vitória tranquila tirando esse momento. O time ainda possui alguns dos mesmos problemas, incluindo uma linha ofensiva bem fraca (que deu sorte quando um sack limpo de Michael Bennett virou falta em uma campanha que resultou em TD por que nada faz sentido na NFL) e um jogo terrestre igualmente sumido, mas seus recebedores simplesmente dominaram durante toda a partida e a defesa sufocou o ataque dos Eagles de todas as formas. Resultado muito positivo para estabilizar o time e evitar uma crise. Os Vikings tem desapontado em geral na temporada, mas essa partida pode ser o ponto chave para mudar o rumo do time.

12 – (17) Pittsburgh Steelers – 2-2-1 

O ataque do Steelers foi a sua melhor versão, convertendo 9 de 12 terceiras descidas e tendo um James Conner ultra eficiente com 185 jardas em 25 toques na bola. A defesa, por outro lado, fez o que precisava e pressionou Matt Ryan o jogo inteiro, culminando em um fumble recuperado na endzone para o touchdown defensivo que colocou um ponto de exclamação na performance da equipe. Uma vitória mais tranquila do que o esperado contra um adversário muito frágil na defesa mas muito forte no ataque. Pittsburgh soube explorar as fraquezas do adversário e neutralizar suas virtudes, o que nem sempre é o caso para o time de Mike Tomlin. 

13 – (8) Philadelphia Eagles – 2-3 

A secundária dos Eagles preocupa. Diggs e Thielen fizeram o que queriam, e não é como se o front seven não tivesse colaborado pressionando Cousins, a pressão esteve lá o jogo inteiro, mas não importava por que a secundária não conseguia cobrir ninguém. O ataque dos Eagles, pelo outro lado, também foi completamente murcho durante o jogo, sem conseguir correr (e perdeu Ajayi para a temporada) nas poucas vezes que tentou. A pressão em cima de Wentz foi constante e levou ao retorno para touchdown do enorme Linval Joseph, que foi o ponto em que Minnesota começou a dominar verdadeiramente a partida. Philly não está nem perto de ser a máquina que foi na temporada passada, e mesmo que o ataque se arrume, e existem motivos para acreditar nisso, é difícil imaginar uma solução para a defesa. 

14 – (9) Green Bay Packers – 2-2-1 

Você imaginaria que um jogo onde Rodgers teve 442 jardas e três touchdowns foi bom para Green Bay, e é por isso que contexto é necessário no futebol americano. Mason Crosby errou quatro field goals e um ponto extra, Rodgers perdeu dois fumbles e os Packers passaram toda a partida correndo atrás do placar, o que explica os números inflados do quarterback. Foi mais uma partida bagunçada de um time que, no momento, parece ser uma bagunça em todas as fases do jogo. 

15 – (15) Washington Cumpadis – 2-2

Washington fica na mesma posição por que nenhum time abaixo merece subir tanto, mas foi uma derrota feia para os Saints e esse time tem talento para pelo menos incomodar um pouco mais. Mas é isso o que acontece quando o jogo terrestre é nulo e de brinde você precisa depender de Alex Smith por que a defesa não consegue fazer nada contra o ataque dos Saints. 

16 – (12) Tennessee Titans – 3-2 

Após quatro semanas impressionantes de Mike Vrabel e companhia, uma derrota inexplicável para os Bills. Mariota, após uma partida incrível contra os Eagles, foi muito mal contra Buffalo, forçando bolas, errando passes que não costuma e sem conseguir encontrar espaços para correr. O ataque como um todo sofreu (Mariota teve um passe perfeito para TD dropado no último quarto) contra a sólida defesa adversária e dessa vez Vrabel e LaFleur time não teve respostas. Tennessee perdeu uma chance de ouro para abrir vantagem sobre os Jaguars na divisão e é uma derrota que pode custar caro demais em dezembro.

17 – (23) Cleveland Browns – 2-2-1

Feio, mas não terrível é a melhor descrição do Cleveland Browns de 2018 que eu vi. Esse time ama uma prorrogação, poderia estar, com tranquilidade, 5-0, 0-5 ou 0-0-5, mas uma coisa é certa, o talento está aqui e dos dois lados da bola. Os Browns tentaram empatar de novo, Baker, como um bom QB calouro, oscila e não tem teve muita ajuda de seus companheiros de equipe no ataque, já que a defesa segue bastante sólida. Cleveland ainda precisa de um kicker, e a equipe técnica é questionável, e eventualmente esse time vai conseguir participar de um jogo que não seja sofrido, mas, por enquanto, os Browns são apenas divertidos. 

18 – (18) Tampa Bay Buccaneers – 2-2  

Semana de folga.

19 – (13) Miami Dolphins – 3-2 

Uma semana onde o time não apareceu para o jogo e outra onde implodiu vergonhosamente uma vantagem de 17 pontos. Parece que fazem dois anos que esse time começou 3-0 e não duas semanas. Ryan Tannehill e a linha ofensiva tiveram um segundo tempo desastroso com três turnovers, incluindo uma interceptação e um fumble retornados para touchdown, mas durante toda a partida ele foi sua versão que flerta com o perigo constantemente. Não dá para culpar a defesa em uma dia onde ela consegue uma interceptação na redzone e permite apenas duas conversões de terceira descida. O ataque perdeu esse jogo para Miami.

20 – (21) Seattle Seahawks – 2-3
Mesmo com a derrota Seattle sobe uma posição pelo baita jogo que fez contra aquele que é considerado pela maioria o melhor time da NFL. A tão criticada linha ofensiva de Seattle fez um belíssimo trabalho no jogo terrestre abrindo buracos para Chris Carson e Mike Davis e protegeu Wilson razoavelmente bem durante a maior parte do jogo. A defesa de Seattle realmente não está no nível que se está acostumado, evitou o pior logo no começo do jogo com uma INT na linha de gol e forçando um FG de 19 jardas, mas fora isso o ataque dos Rams andou essencialmente como quis. Mas a força do ataque, pelo ar e pelo chão, é algo animador que, se mantido, de forma criativa, usando o talento que o time tem, e com evolução da OL, pode dar novo ânimo aos hawks para o restante da temporada.

21 – (24) Detroit Lions – 2-3 

Os Lions deram a bola para Kerryon Johnson 12 vezes, ele ganhou 70 jardas. LeGarrette Blount teve a mesma quantidade de carregadas, e conquistou 22 jardas. Matt Patricia e Jim Bob Cooter precisam limitar o uso de Blount, que pode e foi efetivo em situações na linha de gol, por exemplo. Não é todo dia que seu rival vai errar quatro field goals e lhe entregar campos curtos o jogo inteiro, ou cometer 12 faltas, ou perder três fumbles, mas Detroit soube aproveitar as oportunidades e a defesa foi muito sólida em terceiras descidas. 31×23 parece um placar apertado, mas foi uma vitória bem mais tranquila que isso para os leões. 

22 – (27) Houston Texans – 2-3

O Houston Texans foi uma vergonha na redzone. Kaimi Fairbairn chutou field goals de 19, 20 e 21 jardas e o ataque ainda não converteu uma 1ª para o gol na linha de 1, falhando na quarta descida no final do segundo quarto. A incapacidade ofensiva de Houston nessa parte do campo foi a única coisa que fez do jogo uma partida apertada, já que a defesa se postou bem contra o fraco ataque de Dallas. A linha ofensiva segue um problema e ajuda a explicar o problema do time para marcar touchdowns e não field goals, Deshaun Watson só foi sackado uma vez mas passou a partida inteira pressionado e levando pancadas. A torcida comemora a vitória, mas fica receosa para o futuro se o encaixe ofensivo na faixa final do campo e a segurança do quarterback não aparecerem. 

23 – (19) Atlanta Falcons – 1-4  

Atlanta lutou no primeiro tempo, conseguiu uma interceptação na endzone após um passe displicente de Roethlisberger pra ficar apenas um field goal atrás no placar, mas no terceiro quarto a coisa desandou de vez. Ryan foi sackado seis vezes e a defesa segue sendo feita de papel molhado sem Deion Jones e Keanu Neal. Até os times especiais foram mal com um punt bloqueado que levou ao touchdown dos Steelers que basicamente encerrou o jogo. Esse time tinha potencial para muito mais, mas a defesa não dá qualquer esperança de vitória, ainda mais em um dia onde o ataque não é quase perfeito.

24 – (22) Dallas Cowboys – 2-3 

Se a defesa de Dallas não vira um muro na redzone esse jogo teria sido uma surra daquelas. O ataque dos Cowboys quando não consegue correr com eficiência, como foi o caso, é um caso perdido. Três big plays esporádicas deram vida ao time, mas Dak, esse grupo meiota de recebedores e Jason Garrett formam talvez o ataque mais blasé da NFL, sem graça e com pouquíssimo talento individual. Três times da NFC Leste tem duas vitórias no momento, mas os Cowboys são, tranquilamente, o pior grupo.

25 – (28) New York Jets – 2-3  

219 jardas terrestres para Isaiah Crowell, mais 99 para Bilal Powell, três passes para touchdown do menino Darnold (que, sinceramente, foi bem inconsistente novamente tirando as big plays) e uma vitória acachapante e necessária para os Jets que pareciam prestes a afundar de vez na temporada. Só nas três jogadas que foram touchdown do time no segundo quarto NY avançou 188 jardas. Foi um colapso colossal da defesa geralmente sólida de Denver, mas Crowell, Robby Anderson e companhia tiveram a competência para tirar vantagem disso. 

26 – (20) Denver Broncos – 2-3 

A defesa do Denver Broncos cedeu touchdowns de 77, 76, 35 e 20 jardas. Se sua defesa cede 323 jardas aéreas, seu time ainda pode vencer o jogo. Se sua defesa cede 323 jardas TERRESTRES, aí fica quase impossível. O ataque de Denver segue blasé, algo que só foi intensificado pelo time ter ficado atrás no placar durante a maior parte do jogo. O começo promissor da temporada foi de fato só enganação, o mais provável é que esse time brigue para escolher no top-1o do próximo draft. 

27 – (31) Buffalo Bills – 2-3 

Por DVOA os Bills possuem a 10ª melhor defesa da NFL em 2018 e um dos cinco piores ataques após cinco rodadas já registrado na estatística. Isso não é sustentável, mas quando o ataque compromete pouco, o time de Sean McDermott prova que consegue roubar umas vitórias. Na última campanha dos Bills no jogo, precisando virar mas com 4:43 ainda no relógio, Buffalo correu sete vezes e foi apenas para dois passes (um deles para McCoy) o que mostra o nível de confiança do time em seu QB calouro, que teve mais um jogo ruim. Os Bills vão provando na tabela que não são o time historicamente ruim que muitos, incluindo eu, previam. 

28 – (25) Indianapolis Colts – 1-4 

Em um dia onde Tom Brady teve duas interceptações, os Colts aproveitaram essa oportunidade entregando a bola três vezes para NE. Até Vinatieri errou um field goal para contribuir com essa oportunidade desperdiçada. Mas isso não significa que a defesa foi bem, jovem e com desfalques, o primeiro tempo da defesa dos Colts viu Brady acertar 23 de 27 passes tentados e o time sofrer 24 pontos de seu tradicional rival. Foi uma semana curta, fora de casa e com o time lesionado, então não dá para pegar tanto no pé dos Colts assim, mas fica novamente a sensação que dava pra esse time ter conseguido mais da partida.

29 – (26) New York Giants – 1-4 

Odell Beckham Jr. fez de tudo. Ele recebeu passes imprecisos, retornou punts, fez besteira no special teams, lançou para um touchdown (a bola que mais viajou no ar lançada por um Giants desde a semana 5 de 2017) e até cornetou Eli Manning. Nada adiantou e o Giants, que aos trancos e barrancos ia vencendo os Panthers, viu um chute de 63 jardas enterrar de vez a temporada da equipe. O ataque dos Giants, apesar das 432 jardas, cometeu três turnovers e converteu exatamente nenhuma terceira descida em sete tentativas. Eli Manning jogou mal novamente, e se Odell e Saquon não fossem talentos especiais o jogo não seria apertado de forma alguma. Os Giants estão perdidos e não dá mais pra contar com Eli, cada semana que passa só comprova esses fatos. 

30 – (29) Oakland Raiders – 1-4 

O Chargers gosta de jogar com emoção contra qualquer time. Os Raiders não ofereceram nem essa resistência ao rival. Ofensivamente foi uma performance simplesmente sem graça dos Grudens, jogo terrestre inexistente, jogo aéreo morno, algumas big plays esporádicas mas nada consistente. O touchdown do time só saiu no terrão, quando tava 26×3 para os Chargers. A defesa segue fraca e sem pressionar o quarterback, e quando você não pressiona Philip Rivers ele vai te dissecar, que foi o que aconteceu. O resumo do time é a última jogada do segundo quarto, quando o Chargers tentou uma hail mary, vencendo por 17×3, e muito depois de Rivers soltar a bola Bruce Irvin acertou o QB do Chargers com as mãos, no pescoço, recebendo uma merecida falta pessoal e dando ao oponente a oportunidade de chutar um field goal. LA errou o chute, claro, mas isso mostra o tipo de time que é Oakland, um time perdido.

31 – (32) Arizona Cardinals – 1-4 

Arizona venceu mas com certeza não impressionou. A defesa marcou um touchdown e roubou cinco bolas dos 49ers, só assim para esse time ser competitivo e roubar uma vitória, mesmo de um adversário fraco como San Francisco. Josh Rosen tem seus bons momentos mas não consegue colaboração dos companheiros de ataque e oscila como o calouro que é. A vitória é boa para dar uma moral ao time e tirar a zica de só perder, mas os Cards não impressionam nem um pouco. 

32 – (30) San Francisco 49ers – 1-4 

Os 49ers dominaram Arizona em todas as categorias estatísticas relevantes menos uma, turnovers. Existe um motivo para chavões existirem, as vezes eles são verdadeiros. Dificilmente você ganha na NFL quando perde a batalha de turnovers, quando você entrega a bola para o adversário cinco vezes então, aí é quase impossível. De nada adianta 447 jardas de ataque, 10 de 17 em terceiras descidas, 33 first downs e 40 minutos de posse de bola se cinco de suas treze posses terminam com a bola indo para o adversário e outra é um field goal errado. O lado positivo é que isso é quase impossível de se repetir, então talvez o time não esteja tão morto sem Garoppolo quanto o esperado.

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