Philip Rivers: O gênio subestimado

Com esse título pesado eu começo o texto desta semana analisando um dos melhores quarterbacks que tive o privilégio de ver nos meus anos acompanhando a NFL: Philip Rivers.

Selecionado no draft de 2004 junto com Eli Manning e Ben Roethlisberger, Rivers pode ser considerado o mais talentoso dos 3 (abraço Mateus Fernandes), apesar dos seus dois companheiros de recrutamento terem conseguido algo que ele sonha: título. E é justamente esse motivo que o seu caminho para Canton pode demorar mais do que até mereça. Quer queira quer não, a vitória no grande palco pesa demais e sem ela, as coisas tendem a ser mais difíceis para quarterbacks. Quem sabe esse ano sua carreira seja finalizada com uma conquista?

Em 15 temporadas na NFL, o quarterback dos Chargers tem uma média de 64,5% dos passes completados para 53467 jardas, 368 touchdowns e 172 interceptações. Liderou sua equipe em 24 viradas no quarto período e 28 drives para vitória.

Desde 2013 não frequenta os playoffs, coisa que fez em 5 oportunidades. Seus números caem nessa fase da competição e talvez por isso ele seja tão subestimado, assim como outro quarterback que admirava, Tony Romo.

A verdade, entretanto, é que os Chargers sairam ganhando na troca com os Giants em 2004. Eu sei que é difícil falar isso quando Eli (e Big Ben) tem dois Super Bowls nas costas, mas tomando aquele suco de achismo, o destino de Nova York seria ainda mais brilhante se Rivers tivesse jogado por lá. É simplesmente mais talentoso.

Comparando alguns dos números com os “rivais” de classe podemos ver isso bem:

É superior a Big Ben e Eli não só no aspecto geral, mas em quantidade de temporadas entre os 10 melhores também, em porcentagem de passes completados, em touchdowns, em interceptações (lançou menos), média de jarda por passe e rating. Perde do QB de Pittsburgh, entretanto, em viradas e drives para a vitória.

Diferente de Roethlisberger e Manning, Rivers não teve sequência de grandes times para auxiliá-lo. No fim das contas é verdade a teoria que dizia que Archie Manning não queria seu filho Eli em uma franquia como o Chargers por ser desorganizada. Para mim isso é um dos motivos que torna Rivers superior a ambos, incluive, pois conseguiu tornar uma franquia disfuncional em competitiva. Os Giants vão aprender a viver sem Eli, os Steelers sem Big Ben. Será que o Chargers irá sem Rivers?

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