NFL Draft 2019 – QB Kyle Shurmur

Hora de falar de um sleeper da classe de quarterbacks do draft: Kyle Shurmur, de Vanderbilt. Se você achou o sobrenome familiar é porque Kyle é filho de Pat Shurmur, head coach do New York Giants.

Ao longo de quatro anos pelos Commodores foram 8865 jardas lançadas em 1264 passes tentados (57,1%), 64 touchdowns e 29 interceptações. Houve uma nítida evolução do jogador em 2018, quando terminou com 3.130 jardas, 62,6% dos passes completados, uma média de 8,2 jardas por passe lançado, 24 touchdowns e 6 interceptações. Sobre este último dado, nos dois anos anteriores, 2016 e 2017, Shurmur lançou 10 picks cada.

Ainda sobre interceptações, 3 das 6 foram contra times da SEC (South Carolina, Florida e Ole Miss). Uma foi contra Notre Dame e duas contra a pequena Tennessee State, da FCS.

Shurmur não teve um bom desempenho no jogo contra Baylor, no Texas Bowl, fato esse que pode pesar numa avaliação negativa ao atleta, mesmo jogando na forte Southeast Conference. Kyle terminou esta partida com 48,6% dos passes completados (18-37), um número bem baixo e praticamente igual ao seu desempenho contra South Carolina, na semana 4, onde teve 47,4% (rigorosamente foi um passe errado a mais).

Destacaria positivamente as partidas contra Missouri, Nevada e especialmente Tennessee.

Enfrentando os Volunteers, Shurmur teve 88,6% dos passes completados, 367 jardas, 3 touchdowns e nenhuma interceptação.

Em 2017 Kyle quebrou o recorde dos Commodores de touchdowns lançados, 26, e no ano anterior superou Jay Cutler na primeira posição de jardas lançadas (2.409), aumentando ainda mais este número nos anos seguintes (2.823 e 3.130). Lidera a Universidade em jardas lançadas na história, ultrapassando nesta última temporada Jay Cutler, e em touchdowns totais.

Shurmur não tem um dos braços mais potentes da classe, mas tem uma boa inteligência, muito pelo pedigree, com certeza. É um quarterback que poderá, se desenvolvido com calma, ter capacidade de jogar na NFL, na minha opinião. Buscou corrigir em 2018 um dos seus grandes problemas, que era o turnover.

Minha aposta pré-combine: Será escolhido entre a quarta e quinta rodada do draft.

Melhores opções de equipes: Lions, Raiders e Patriots

Lions: Stafford tem contrato com os Lions até 2022, podendo sair sem causar impacto na folha do time nesse mesmo ano. Ou seja, até 2021 o QB1 de Detroit é o veterano ex-Georgia. Isso dá tempo de pensar com tranquilidade em transição, para o caso do camisa 9 não vir desempenhando bons jogos. Ou ao menos pensar em um banco de reservas com sangue novo. Pode ser um caminho.

Raiders: Trabalhar com Jon Gruden poderia ser uma boa para Shurmur. Por mais que as coisas em Oakland estejam bagunçadas, Gruden sabe trabalhar com quarterbacks e o fato de Kyle ter “berço” pode ser interessante. Além do mais, Carr tem contrato até 2022, porém já no próximo ano o impacto de um corte é razoavelmente baixo. Ainda tem o fato que ele pode muito bem ser cortado. Se o trabalho fluir bem, quem sabe?

Patriots: O melhor de todos os cenários. Bill Belichick, Josh McDaniels e ter a oportunidade de aprender com o maior QB de todos os tempos. Esse é o cenário perfeito para um jogador que não precisa, e sabe que não precisa, entrar em campo rapidamente. Talvez na lista de prioridades de New England estejam outros quarterbacks, mas Shurmur seria interessante.

Opções interessantes: Giants, Texans, Colts

Giants: Praticamente todos os QBs que vão aparecer nas análises terão o Giants como um dos possíveis destinos. Já se foi falado algumas vezes que Eli deve continuar em 2019. O quão sólida é essa afirmação é que é o problema. De todo jeito, Kyle poderia trabalhar com seu pai, Pat. E isso pode ser algo bem curioso, mas que teria chances de render bons frutos. Além do mais, outro quarterback deve ser selecionado antes por NY, portanto, poderia acontecer um cenário parecido com o de Washington em 2012, quando optou no draft por Robert Griffin III e Kirk Cousins.

Texans: O futuro de Houston é Deshaun Watson. Está bem claro isso, pelo menos o futuro próximo. Isso não impede Bill O´Brien de trabalhar um reserva. Shurmur seria uma opção, pois teoricamente não ameaçaria ou colocaria uma sombra em Deshaun, poderia ter sua evolução gradativa visando eventuais acionamentos, especialmente em caso de lesão do jogador. Em 2018 os reservas do camisa 10 foram Brandon Weeden e Joe Webb. O impacto de ambos foi de quase US$ 1.2mi. Dá para tentar gastar menos.

Colts: Basicamente a mesma coisa que Houston. A questão é que Luck sofre com lesões e isso pode dar um certo medo de acelerar uma entrada de Kyle na NFL antes da hora. Frank Reich poderia ensinar valiosas lições ao futuro novato.

 

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