Daniel Jones é o futuro para Nova York?

E com a sexta escolha geral do draft, o NY Giants selecionou o quarterback Daniel Jones.

O atleta de Duke não foi uma unanimidade, longe disso na verdade, e sua escolha gerou muitas críticas, pois seria possível selecioná-lo mais abaixo no draft, quem sabe, na 17ª escolha.

Para o GM David Gettleman, foi na situação ideal, porque de acordo com ele, era sabido que dois times tinham interesse em escolher Jones antes da décima sétima, sendo os dois times Broncos e Redskins. Algo difícil de imaginar, pois nos bastidores sempre se falou que Drew Lock era o QB número 1 no board de Denver. Talvez, quem sabe, Washington pudesse, mas sinceramente, Dwayne Haskins é um talento melhor e muito provável de estar na frente de Jones no board deles também.

Informação é tudo nessa liga, e em dia de draft, as coisas tendem a ficar…emocionantes demais, diria. Das três primeiras escolhas do time azul de Nova York, apenas DeAndre Baker me agradou. Por mais que eu goste de Dexter Lawrence, acho que foi precipitado selecioná-lo na 17ª posição, poderia ter caído, quem sabe, sendo possível selecioná-lo na trinta.

Mas este texto não é para falar das escolhas de NY, e sim do QB Daniel Jones. Ao longo de três temporadas por Duke foram 1275 passes tentados para 8201 jardas, com média de 59,9% dos passes completados, 52 TDs e 29 interceptações.

Na sua carreira pelo Blue Devils, figurou entre os 5 melhores da sua Conferência, ACC, em passes completados e tentados, porém apenas uma vez em porcentagem de passes e nenhuma vez em jardas por tentativa, por exemplo. Touchdowns também a única vez que esteve entre os cinco melhores foi em 2018, quando totalizou 22.

Seu ponto forte é sua mobilidade. Inconstante, também sofreu durante toda sua carreira com fracos receivers, mas não justifica alguns dos erros que cometeu ao longo da cerreira. Especialmente em passes longos é nítido o sofrimento do QB. Ter jogado por David Cutcliffe conta positivamente, por este ser um dos grandes mentes ofensivas do esporte. Com certeza ajudará na transição para a NFL, mas por mais que a preparação possa ser boa, falta qualidade no nível de ser a sexta escolha geral de um draft. Jones é o futuro para o Giants, mas a realidade é que talvez o time não precisasse desse futuro imediatamente, ou ao menos nesta classe. O momento talvez fosse mais propício para adquirir novas peças que pudessem contribuir imediatamente para que, no próximo ano, quem assumisse o posto de Eli Manning tivesse um grupo melhor de jogadores ao seu redor.

A realidade é que poucos talentos recrutados no Draft tem condições de mudar uma franquia de patamar sem mudanças significativas. Temos como exemplo Baker Mayfield. Bom jogador, dinâmico, intenso, mas Cleveland se preparou, encheu seu time de jogadores que pudessem contribuir, e ai sim, o impacto de um QB poderia ser mais sentido. A última vez que eu vi um atleta dessa posição ter um grande desempenho e elevar o nível do time basicamente com as mesmas peças foi com Andrew Luck, tipo de talento que você não encontra sempre.

A tendência é que Jones fique no banco nesta temporada, aprendendo a NFL de fora dos campos, já que o posto é de Eli Manning e dificilmente deve ser tirado. Errada decisão dos Giants? Sim, porque Eli já está dando provas que não consegue jogar em alto nível, mas, ao menos NY mostra ter um plano, e esse plano passa pelo camisa 10. Resta saber se em 2020 o posto será do ex-Duke, ou a busca continuará.

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