Analisando o Draft – AFC Norte

Ben Roethlisberger recebeu um novo contrato, Cleveland e Baltimore entram no ano dois com os seus quarterbacks do futuro e os Bengals também estão presentes. O draft de 2019 é importantíssimo para os times em uma apertadíssima AFC Norte. Vamos as escolhas:

Baltimore Ravens

1 (25). Oklahoma WR Marquise Brown
3 (85). Louisiana Tech DE Jaylon Ferguson
3 (93). Notre Dame WR Miles Boykin
4 (113). Oklahoma State RB Justice Hill
4 (123). Oklahoma OG Ben Powers
4 (127). USC CB Iman Marshall
5 (160). Texas A&M DT Daylon Mack
6 (197). Penn State QB Trace McSorley

Bom, agora a torcida do Ravens não pode reclamar de falta de talento no ataque. No primeiro draft com Eric DeCosta decidindo as escolhas, Baltimore ganhou escolhas extras após uma troca e selecionou o velocista Marquise “Hollywood” Brown, primo do Antonio (aquele). Na terceira rodada, o time selecionou Miles Boykin, WR super atlético que foi uma estrela nos testes do combine e, ao contrário do pequenino Brown, é um humano bem grande. Justice Hill vem para ser um bom complemento, já que apesar de cheio, o grupo de RBs da equipe não tinha alguém com a velocidade e habilidade de receber passes de Hill.

Mas nem só de ataque vive Baltimore. Jaylon Ferguson quebrou o recorde de sacks para um atleta universitário (que pertencia a ninguém mais ninguém menos que Terrell Suggs) para reforçar uma defesa que perdeu peças essenciais em seu pass rush. Baltimore confia em sua habilidade de tirar o melhor que tem de seus jogadores defensivos, e draftou para diversificar seu ataque e ter a possibilidade de evoluir e ser criativo nesse lado da bola. Olho no Trace McSorley, QB muito atlético e que talvez participe um pouco do ataque por este motivo.

Nota: 7,5

Cincinnati Bengals

1 (11). Alabama OL Jonah Williams
2 (52). Washington TE Drew Sample
3 (72). NC State LB Germaine Pratt
4 (104). NC State QB Ryan Finley
4 (125). Arizona State DT Renell Wren
4 (136). Ohio State OL Michael Jordan
6 (182). Texas A&M RB Trayveon Williams
6 (210). Auburn LB Deshaun Davis
6 (211). Oklahoma RB Rodney Anderson
7 (223). South Dakota State CB Jordan Brown

Na maioria dos drafts, independente do que você achar dos atletas em geral, a ideia é que o time de fato melhorou. Jonah Williams é uma escolha sólida e necessária para os Bengals, até aí tudo bem, mas depois disso é difícil ver nomes que mudem o patamar do time. Drew Sample é um TE bloqueador, na segunda rodada. Isso não se faz e é a pior escolha do time no draft.

Germaine Pratt, Renell Wren e Michael Jordan podem contribuir e até mesmo serem titulares, mas não são caras de piso alto e teto baixo. Ryan Finley é Andy Dalton se Andy Dalton fosse menos talentoso. Em uma classe de 10 jogadores você olha para o Williams como única garantia de impacto de alto nível imediato, vários bons jogadores que talvez não sejam titulares de cara para um time que precisa disso, e Sample e Finley sendo escolhidos ao invés de peças mais talentosas. Posso estar muito errado, mas o Bengals não impressiona.

Nota: 5,0

Cleveland Browns

2 (46). LSU CB Greedy Williams
3 (80). BYU LB Sione Takitaki
4 (119). Miami S Sheldrick Redwine
5 (155). Alabama LB Mack Wilson
5 (170). Oklahoma K Austin Seibert
6 (189). Southeast Missouri OG Drew Forbes
7 (221). Tulane CB Donnie Lewis

O Cleveland Browns selecionou Odell Beckham Jr. com sua escolha de primeira rodada. Isso pesa positivamente para o time, assim como a escolha de Greedy Williams, um talento de 1º round que caiu para o segundo. Essas duas seleções são a coluna do draft de John Dorsey, por que as outras escolhas são consideravelmente mais arriscadas ou questionáveis.

Takitaki e Redwine são escolhas mais questionáveis, o primeiro tem talento mas problemas extra-campo e o segundo é um projeto. Mack Wilson tem o pedigree de Alabama mas caiu muito no draft porque times não gostaram de seu caráter e Austin Seibert é um kicker. No geral, conseguir um WR com talento para hall da fama e um dos melhores cornerbacks no segundo round é o essencial para um time que surpreendentemente não tem muitos buracos.

Nota: 7,5

Pittsburgh Steelers

1 (10). Michigan LB Devin Bush
3 (66). Toledo WR Diontae Johnson
3 (83). Michigan State CB Justin Layne
4 (122). Kentucky RB Benny Snell
5 (141). Michigan TE Zach Gentry
6 (175). Northern Illinois OLB Sutton Smith
6 (192). Alabama DT Isaiah Buggs
6 (207). Akron LB Ulysees Gilbert
7 (219). Maryland OT Derwin Gray

A classe de calouros do Steelers em 2019 será julgada pelo sucesso de Devin Bush. Após pagar escolhas de 2ª e 3ª rodada para subir dez posições, o GM Kevin Colbert selecionou o linebacker que tem como missão tapar o buraco deixado pela ausência de Ryan Shazier após sua grave lesão. O preço não foi barato, mas se Bush for esse jogador a torcida não vai reclamar.

Diontae Johnson se mostrou um bom WR na universidade e o histórico de Pittsburgh com a posição aumenta a confiança nessa escolha. É bom que Johnson dê certo, já que ele veio na seleção recebida de Oakland pelo insatisfeito Antonio Brown. Justin Layne é um cornerback grande, que deve melhorar imediatamente a secundária se bem utilizado. Benny Snell é um running back que vem para dar profundidade ao grupo, com grande produção no college mas pouca versatilidade. Zach Gentry é um projeto para uma posição onde o Steelers talvez precise de mais para não depender unicamente de Vance McDonald. Uma classe razoável.

Nota: 7,0

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