Julian Edelman merece o HOF?

Após a premiação de jogador mais valioso do último Super Bowl, um debate veio à tona no mundo do futebol americano: Julian Edelman merece ir para o Hall da Fama?

Críticas e defesas quentes nortearam os analistas e entusiastas do esporte, mas o questionamento permanece: Edelman merece ou não ir para o panteão de grandes nomes da NFL?

Se olharmos seu desempenho em playoffs, dá para defender sim, sua vaga. São 115 recepções e 1.412 jardas em 18 partidas da reta final da Liga. Sabe o único atleta que está na frente dele nestes critérios? Jerry Rice, o maior receiver da história. E o recebedor de New England tem chances reais de ultrapassar a lenda nos dois critérios acima. 833 jardas e 36 recepções separam Julian do posto de número 1.

Considerando os resultados de Edelman em temporada regular, ele passa longe de ser um gigante. 499 recepções, 248º lugar em jardas recebidas e apenas 30 touchdowns. Mas, o que consiste em ser um membro do hall da fama? É preciso refletir um pouco qual critério e qual a visão peculiar que esta honraria é. Na minha perspectiva, trata-se de uma premiação à excelência, às grandes histórias, a atletas que se superaram e atingiram grandes feitos. Nesses pontos, Julian se encaixa perfeitamente.

Nas rodas de discussões da bola oval volta e meia uma pergunta surge, quando se fala de algum determinado atleta ou treinador: O que ele fez em playoffs? Foi assim com Tony Romo, Andy Reid e até com Peyton Manning em alguns momentos de sua carreira. E não se restringe a NFL. Chris Paul, armador do Houston Rockets, volta e meia é questionado pela sua produtividade (ou falta de) quando a competição afunila.

Então pergunto: Se criticamos atletas ou treinadores que vão bem em temporada regular, mas não tão bem assim em playoffs, por que não exaltamos o oposto? Afinal de contas, quando o jogo vale mais, eles se sobressaem.

Julian Edelman é um dos grandes nomes desta geração fantástica de New England. Faz parte de uma das maiores dinastias da história do esporte tendo papel importante de protagonismo, comprovado com o último prêmio de MVP. Por que isso não faria dele merecedor da mais alta honraria deste esporte?

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