O legado de um gênio

 

Mais do que um grande atleta, Bart Starr foi um grande líder. Um dos maiores.
E apesar de todo o sucesso de títulos e de ter feito parte da maior geração da história do Green Bay Packers, o eterno camisa 15 marcou de verdade pelo homem que era. E esse é o maior legado que qualquer pessoa pode deixar.

A própria declaração dos Packers mostra o tamanho de Starr para os que conviveram com ele:

“Apesar dele ser conhecido pelo seu sucesso como quarterback dos Packers por 16 anos, seu verdadeiro legado será para sempre a maneira respeitosa como ele tratou todas as pessoas que ele conheceu em vida, sua humildade e seu espírito de generosidade”.

 

Selecionado na décima sétima rodada do draft de 1956, Bart Starr jogou toda sua carreira pelos Packers, tendo acumulado 5 títulos, incluindo na era pré-Super Bowl, e foi um dos grandes símbolos desta que é uma das mais vitoriosas franquias da NFL. Uma geração incrível que acumulou conquistas e grandiosos momentos, que teve como peça fundamental este QB conhecido pela sua incrível capacidade de controle de jogo e precisão. Lá se vão 5 décadas e até então ninguém conseguiu superá-lo em rating nos playoffs. E não só isso, nem mesmo Tom Brady, conhecido pela vitoriosa carreira em jogos decisivos, foi capaz de ultrapassar Starr em porcentagem de vitórias nos playoffs. Uma. Apenas uma derrota nesse cenário, contra o Eagles em 1960.

 

Foi líder da liga em passes completados por 4 oportunidades, em 1962, 1966, 1968 e 1969. Por absurdas 14 temporadas ele esteve entre os 10 melhores da liga nesse critério. Em 11 esteve entre os 5 melhores. Em uma liga predominantemente de jogo corrido, Starr era um contraponto importante. Teve por duas temporadas a melhor média de jardas por passe tentado, e não só isso, na história da NFL é o 9º neste critério.

Os dois prêmios de MVP dos Super Bowls que disputou mostra o quanto esse cara era importante na hora decisiva da partida. Líder dentro e fora de campo, os Packers e Vince Lombardi sabiam que podiam contar com Starr a qualquer momento.

Um dos grandes momentos de sua carreira, que mostra o quanto ele era decisivo, foi na vitória por 21×17 contra os Cowboys no famoso Ice Bowl. Starr correu e anotou um touchdown em um quarterback sneak faltando poucos segundos para o fim da partida, que sacramentaria o resultado.

 

Se Brett Favre não topou muito ajudar no desenvolvimento de Aaron Rodgers, o mesmo não pode ser dito de Starr, que, pelas próprias palavras do camisa 12, teve papel importante em seu desenvolvimento como atleta nos Packers:

“Adoramos que os veteranos estejam por perto porque é isso que o Packers é em sua essência. É sobre familia, oranização e todo mundo se respeitando, especialmente os que jogaram antes de nós. Bart é esse cara para mim. É o perfeito exemplo do que é ser um grande jogador, mas ainda mais grandiosa pessoa. É um grande modelo para todos nós, mas ainda mais quando você é um Packer e você se dá conta do quanto ele representou e representa para esta comunidade, assim como também no Alabama, sua terra natal.”, disse Rodgers em uma entrevista em 2018.

Starr nunca deve ser esquecido. Foi um dos grandes nomes da história do esporte, responsável direto pelo que a NFL é hoje em dia, mas não só isso. É também um modelo a ser seguido pelos mais jovens, de como é liderar não só por capacidade técnica, mas por exemplo.

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