Time dos 100 anos da NFL – Wide Receivers

Jerry Rice

O maior de todos os tempos. Há quem ainda o trate, inclusive, como não só o maior wide receiver, mas o número 1 na NFL em todas as posições. Jerry Lee Rice foi selecionado no draft de 1985 pela equipe de San Francisco, onde atuou até 2000. Seus últimos anos de carreira foram no Raiders e no Seahawks.

Membro da Hall da Fama (classe de 2010), Rice tem um total de 10 nomeações para o primeiro time All-Pro. Em termos individuais este, sem dúvida, é o seu grande feito. Liderou a NFL em jardas recebidas em 6 oportunidades (1986, 1989, 1990, 1993, 1994 e 1995), e em TDs (1986, 1987, 1989, 1990, 1991 e 1993). É o líder da liga em ambos os critérios considerando toda a carreira.

Não dá para iniciar o texto falando de outro cara.

Steve Largent

Largent atuou de 1976 a 1989 pelo Seattle Seahawks, tendo vivido um período de baixa da equipe. Para se ter uma idéia, em seis das 11 temporadas o time não conseguiu recorde positivo. O melhor momento que viveu com a equipe foi o intervalo de tempo de 1983 a 1988, onde chegou a disputar final de Conferência, contra o Raiders, além de mais três idas aos playoffs.

A fase não tão aurea do Seahawks, entretanto, não impediu Steve Largent de ser considerado um dos melhores wide receivers da história da NFL. Por sete vezes foi nomeado para o Pro Bowl (1978, 1979, 1981, 1984, 1985, 1986 e 1987), além de ter liderado a liga em jardas recebidas nas temporadas 1979 e 1985. Por 9 vezes esteve entre os 10 melhores em recepções e por 8 em touchdowns.

Apesar de ter sido nomeado para o primeiro time All-Pro apenas em 1985, em 1979, 1984 e 1987 foi nomeado para o segundo time.

É o líder do Seahawks em jardas recebidas, recepções e touchdowns com folga, e o nono na história da NFL em TDs.

Don Hutson

Muita gente pode nem ter ouvido falar desse cara, mas certamente foi um dos maiores impactos no jogo na história da NFL. Don Hutson nadava contra a maré, em uma NFL que era praticamente 100% voltada para o jogo corrido. Membro do Hall da Fama da classe de 1963, o Antílope de Alabama, como era chamado, foi 8x eleito para o primeiro time All-Pro, além, claro, de ter contribuido em 3 títulos do Green Bay Packers.

Liderou a NFL em recepções por sete vezes em jardas recebidas, oito oportunidades em recepções e nove em touchdowns. Destaque para o ano de 1942, onde atingiu a incrível marca de 110 jardas por partida, um feito totalmente inconcebível para a época. O fato de ser o quarto do time em jardas recebidas, na frente de jogadores como Jordy Nelson, Greg Jennings e mais recente até Randall Cobb, mostra o quanto esse cara era incrível. Em uma liga muito mais voltada para o jogo aéreo, um cara que encerrou a carreira em 1945 consegue estar entre os principais jogadores de uma das principais franquias da liga. Ah, e tem mais. Está em quinto em recepções (488) e, pasme, lidera em touchdowns. E vai ser difícil alguém ultrapassá-lo.

Por exemplo, se Randall Cobb mantiver a média de TDs por temporada, vai precisar de mais 11 para conseguir superar Hutson. É mole? Por fim, é o 11º na história da NFL em touchdowns recebidos. O cara mais antigo à frente dele é Steve Largent, que se aposentou em 1989. Surreal.

Randy Moss

Agora vem a tropa mais nova, começando com ele, que há quem diga que foi o mais habilidoso de todos. Randy Moss marcou época especialmente nos Vikings e Patriots, mas também atuou por Raiders, Titans e 49ers.

Liderou a liga em TDs em 5 oportunidades, e esteve no top-10 em 9 temporadas. Por oito vezes esteve entre os 10 primeiros em jardas recebidas e por 3 em recepções. Você vê daí como impactava na partida, pois não costumava receber muitas bolas por jogo.

Foi nomeado para o primeiro time All-Pro em 4 oportunidades: 1998, 2000, 2003 e 2007.

É o quarto na história do Patriots em TDs e o segundo no Vikings em praticamente todos os critérios, só atrás de Cris Carter. Os dois, inclusive, chegaram a atuar juntos.

Randy Moss foi nomeado para o hall da fama em 2018 e foi eleito o jogador ofensivo do ano em 1998, além de ter sido o Comeback Player of The Year, na incrível temporada de 2007.

Terrell Owens

O maior falastrão dessa lista era chato, incoveniente e caótico no vestiário, mas executava sempre que era preciso. Eleito para o Hall da Fama em 2018, T.O esteve 5x no primeiro time All-Pro e liderou a liga em TDs por três oportunidades: 2001, 2002 e 2006. Em sua carreira de sucesso, atuou por 49ers, Eagles, Cowboys, Bills e Bengals, tendo maior destaque nos três primeiros times.

Inclusive, no Niners, time onde atuou por mais tempo, só perde nos critérios para Jerry Rice. Esteve presente apenas em um Super Bowl, onde como é sabido jogou com a perna quebrada, mas não conseguiu impedir a derrota do Eagles. Inclusive é uma tristeza que três, dos seis caras dessa lista, não ganharam um Super Bowl.

Larry Fitzgerald

Das quinze temporadas na NFL, em 9 Larry teve 1000 jardas ou mais recebidas. Em 5 foram 100 passes ou mais. Foi durante toda a carreira o principal alvo do Arizona Cardinals e marcou seu nome na história da franquia como o líder, com muita folga, em todos os critérios do time. É o maior jogador da equipe sem discussão, e por pouco não teve um título em sua fantástica carreira. Por muito pouco mesmo. Aquele jogo entre Cardinals e Steelers ainda é lembrado como um dos melhores, ou talvez até o melhor, Super Bowl da história.

Larry teve um total de 11 Pro Bowls e foi eleito para o primeiro time All-Pro em 2008. Fez parte do segundo time em duas oportunidades: 2009 e 2011. Um dos feitos mais interessantes de sua carreira foi ter liderado a NFL em recepções em 2016.

Liderou a liga em touchdowns em 2 oportunidades (2008 e 2009), sendo o número 1 em atletas ativos, com 116. Também lidera entre os ativos em jardas recebidas, com 16.279. E não é só isso, hoje Larry Fitzgerald já é o segundo da história da NFL em jardas, só atrás de Jerry Rice, e o sexto em TDs, atrás de Marvin Harrison, Cris Carter, Terrell Owens, Randy Moss e novamente Jerry Rice. Para ultrapassar o lendário receiver dos Colts, Fitzgerald precisaria de mais 13 TDs. Este, inclusive, é o maior número que o jogador conseguiu em uma temporada, em 2009. Será difícil, mas apesar deste ser o último ano de contrato do jogador, acredito que possa ainda esticar um pouco mais sua temporada, seja em Arizona ou em outro time. Se mantiver a média dos últimos 3 anos, precisaria de mais 3 temporadas para ultrapassar Harrison, e, quem sabe, Cris Carter. Já T.O é impossível, visto que o hall da fama tem 153 TDs recebidos entre 1996 e 2010.

Uma carreira maravilhosa, que irá culminar com aposentadoria de camisa, toda honraria possível dos Cardinals, e, claro, o hall da fama.

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