• Rafael Brasileiro

Por que duvidam de Tagovailoa?

Como a vida do favorito a escolha #1 do Draft de 2020 mudou após a lesão


Quando Tua Tagovailoa saiu lesionado contra Mississippi State, em novembro, as dúvidas começaram a pairar no ar. Não era uma simples lesão. Machucar o quadril não é fácil, ainda ainda mais para um quarterback (não é, Dak Prescott?). A lesão foi comparada com a que acabou com a carreira do running back Bo Jackson e isso não era um bom sinal.

A lesão do camisa 34 dos Raiders marcou uma geração e parecia decretar o mesmo destino para o canhoto da Universidade de Alabama. Mas os céticos parecem ter esquecido que a medicina evoluiu. Tua realizou a cirurgia no quadril e os médicos garantiram que ele estaria 100% no training camp. Foram meses de recuperação, reforço muscular e muitos questionamentos. A expectativa é que eles fossem deixados de lado quando o quarterback fizesse os treinamentos privados para os times. Porém, o Covid-19 não deixou.

Os rumores começaram a se espalhar com a proximidade do Draft e mesmo com as declarações dos médicos Lyle Cain e Chip Routt, faltava o principal. Não eram lançamentos, corridas ou leituras. Era o exame feito pelos médicos das franquias. Sem eles, nenhum dono da NFL permite nenhuma ação em um jogador vindo de uma lesão tão séria.

Tagovailoa até tentou convencer os times que está tudo bem. Fez este vídeo e enviou para os 32 times.

Mas será que era o bastante para Chris Grier, GM dos Dolphins, ou Tom Telesco, GM dos Chargers, acreditarem que ele merece uma 5ª ou 6ª escolha?


O Draft vai se aproximando, e como provavelmente Tua não será examinado por nenhum médico além dos que o ajudaram na recuperação, é difícil acreditar que algum time vá se arriscar em escolhê-lo na primeira rodada. Além desse fator, existem outros que não podem ser deixados de lado para tanta desconfiança.


A grave lesão de 2019 não foi a única na carreira do quarterback. Ele se machucou em duas ocasiões na parte de baixo do corpo (tornozelo duas vezes) e isso também cria uma sensação de que ele não vai durar muito tempo em campo.

Em 2018, o atleta quebrou um dedo no mês de março, torceu o joelho direito em outubro e torceu o tornozelo esquerdo em dezembro. Em 2019, antes da lesão, torceu o tornozelo direito. Apesar de tudo isso, Tua só perdeu uma partida antes da lesão do quadril, que o tirou dos três jogos finais da sua carreira no futebol americano universitário.

Para tentar ajudar o quarterback, Nick Saban, seu técnico em Alabama, revelou em uma edição do Sportscenter da ESPN que deu alguns conselhos para o jogador e tentou mostrar o caminho das pedras para tentar conquistar a confiança de alguma equipe.


Você não pode controlar o que todos estão falando, você não pode controlar o que todos estão pensando. Mas, você consegue controlar sua recuperação. O último conselho que eu dei para ele foi para ser avaliado novamente e enviar isso para todos os times. Eles têm que receber essa informação de alguém que eles tenham fé, acreditem e confiem"

Dá para acreditar?

Apesar de toda a desconfiança com a lesão e sua recuperação para atuar na NFL, algo é inegável. Tua foi o melhor quarterback da historia de Alabama. Ele detém os recordes de mais touchdowns aéreos na carreira (87), mais touchdowns aéreos em uma única temporada (43) e mais touchdowns aéreos em uma partida (6, contra Ole Misse em 2019) com a camisa do Crimson Tide. Além de liderar essas estatísticas de passe, Tua acumulou 7.924 jardas de passe em Alabama. Números que falam muito e ganham maior notoriedade quando analisamos como eles foram conquistados.



O havaiano não desiste da jogada e é um perigo com o braço esquerdo, algo bem raro na NFL. Quem drafta-lo terá um talento que sem tamanho e que talvez seja até maior que o de Joe Burrow. Mas quem realmente quer arriscar? A resposta ouviremos no dia 23 de abril, na primeira rodada do Draft. Ao menos esse é o sonho de Tua. Qualquer coisa diferente disso será um pesadelo para o jogador.



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