• Rafael Brasileiro

Sonhar não custa nada


Será que teremos estádios assim na temporada 2020?

Outubro de 2020. Tampa Bay. É outono, mas nem se percebe isso na Flórida. Ainda é quente até para algum brasileiro. E temos alguns ali. Dois casais de amigos. Rodgers x Brady em algumas horas é um sonho para quem acompanha NFL há pelo menos duas décadas. O coração até deu uma acelerada de ver tanta gente ao redor do estádio e os torcedores dos dois times conversando em clima de tranquilidade. O ingresso foi comprado há meses. Desde o fim de maio, na verdade. Com as taxas e iof cada ingresso saiu por cerca de R$1600. Um sonho caro, mas que merecia ser realizado. Esse pode ser o último duelo entre esses quarterbacks.


Logo na entrada, as bolsas não podem entrar. Esqueceram de ler a política do estádio. Correm para o carro, deixam as bolsas e só ficam com telefones e documentos. Os times entram. Muito barulho e os amigos quase não acreditam. Um é fã dos Packers. O outro é torcedor dos Patriots, mas está ali porque é NFL e é Tom Brady. Eles se abraçam e riem. Estão vendo os dois #12. Cada um do seu lado do campo. A bola vai subir. Um sonho que pode ocorrer no dia 18 de outubro. Mas que até o momento é apenas um sonho.


A NFL foi bem otimista em liberar o calendário da temporada e em iniciar a venda dos ingressos. No fim das contas a liga apenas seguiu a sua rotina. Foi assim com o Draft, com a Free Agency e com a definição dos jogos. E a palavra foi adaptação. Uma palavra que pode ser usada novamente pela liga em algumas semanas. De acordo com Sam Farmer do LA Times, a liga pode até cancelar alguns jogos e diminuir a temporada se for necessário. A greve de 2011 ajudou a liga a se preparar para situações em que os jogos podem ser adiados e várias táticas de quase uma década atrás estão no atual calendário. Mas ainda há tempo para aguardar e tudo vai depender do que estará liberado até setembro.

“Nos prepararmos para jogar a temporada como programado e continuaremos a tomar nossas decisões com base nos mais recentes conselhos médicos e de saúde pública. Seguiremos os regulamentos do governo e os protocolos de segurança adequados para proteger a saúde de nossos fãs, jogadores, clubes e da liga. Estaremos preparados para fazer os ajustes necessários, como fizemos durante a offseason” - Roger Goodell

O retorno do futebol na Alemanha, na Coréia do Sul e o início de retorno dos treinamentos de times da NBA são sinais que animam os fãs do futebol americano. Só lembre que de todos os esportes citados, o da bola oval é o mais complicado por conta da logística. Para transportar um time é necessário um avião só para ele e toneladas de equipamentos. Um time de NBA é levado em um jatinho se for preciso.

Apesar da venda de ingressos, acredito que até a semana 1 haverá alguma forma de devolver os ingressos e mesmo que exista a possibilidade de ter público no estádio, isso deve ser de forma reduzida. Se vai ser uma, duas ou três cadeiras separando, não há informação ainda. Mas é bem improvável que os torcedores terão que pedir licença para chegar ao seu assento ou dar aquele high five a pessoa que está do lado quando o time marcar um touchdown. É um desejo que volta ao começo do texto. É uma vontade que nesse momento é apenas um sonho.


Dica da Semana

Quando houver temporada, a coluna será bem diferente. Será em outro tipo de formato. A única coisa que garanto é que haverá uma indicação na semana. Eu tinha uma pronta, mas ela pode esperar. Essa aqui não.

Lembram desse lance?

Sammy Watkins é de uma fábrica de wide receivers e estava destinado a ser um bust. Eu mesmo o chamei disso. Mas que mudança ele teve nos últimos anos. E foi possível entender um pouco como isso ocorreu. O modo não é nada convencional, mas vale a pena a leitura.


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